sábado, 5 de abril de 2008

To fora!

Já notou como os velhos vão ficando hipócritas e vendidos? Aqueles mesmos que levantavam a bandeira da igualdade, de uma sociedade mais justa, hoje estão voltados para os seus interesses pessoais e suas aposentadorias. O ser humano à medida que envelhece vai se tornando mais corruptível, mercenário, mesquinho. O ser humano é um filho da puta mesmo. Faz tudo para garantir seu ganha-pão. Se precisar matar, roubar, comer a mulher do amigo ele faz. Afinal, não é fácil manter o padrão de vida dos filhinhos, das amantes e os caprichos da esposa. Enquanto isso, as relações aqui na terra vão se moldando por jogos de interesses. E atire a primeira pedra quem não é filho da puta o suficiente para dizer que é limpo, que só faz o bem. As pessoas criam suas próprias verdades, seus princípios, suas virtudes para justificar os seus interesses particulares. Não me venham falar de sociedade, amizades. O ser humano só enxerga a si mesmo.

domingo, 23 de março de 2008

Casamento como manifestação de arte de consumo.

Em primeiro momento achei interessante alguém escolher um museu de arte para o seu casamento, como fez neste sábado (22), a filha do Ministro Gilberto Gil, Marina Morena e Fernando Torquatto, no MAM – RJ. Mas depois analisando as circunstâncias em que se deu a cerimônia, a glamorização na mídia, vi que não passa de mero produto da sociedade do espetáculo que se esvai na fumaça da representação. Claro que Gil não está ali como ministro da cultura, mas não deixa de ser pertinente, conscientemente ou não, a utilização do espaço, aliás, tão abandonado por nossos governantes, para criar uma coisa outra, que não é nem a simples união conjugal nem manifestação de arte. Tudo nos leva crer que é mais um engodo de nossa elite cultural. Parece que esse tipo de exposição já tem um novo tipo de público: a massa revoltada e, como curadores, os repórteres do Pânico.

sábado, 22 de março de 2008

O caminho do campo.

A desesperança no coletivo é fato. Todas as ideologias, utopias e sonhos românticos morreram. Aliás, nem consigo assistir esses filmes de jovens classe média lutando por proletários nos anos 60. Coletivo nos morros? Com baile funk? Coletivo com ONGs de fachada? Eco chatos do Greenpeace? Com mercenários do show business? Não... O mundo vai mal... Não acredito em relações internacionais, diplomacias, não acredito mais em nada. É o salve-se quem puder. Me aborreço constantemente com essa coisa yuppie individualista. Não existe mais diálogo, troca de idéias. Existe uma super exteriorização do Eu, exacerbada pela vontade do consumo, o desejo de ser importante, ser alguém. As pessoas estão perdidas e não sabem no que se agarrar. O mundo pós - tudo está mexendo com nossas cabeças, deixando-as em dúvida se vale a pena lutar por religião, política, futebol e até mesmo o amor. Pode ser um ponto de partida, uma ruptura para a separação do sujeito em busca da diferença interna, afinal existe vida aqui dentro, mas será que não estamos virando máquinas do sinto muito, mas não sinto nada? Que sejam máquinas de guerra nômades para combater esses neo "facistinhas" de plantão. Para cortar esse discurso esquizofrênico, pois o saber é pra cortar, não pra ficar mostrando: - olha como eu sei, vejam como eu sou inteligente, fiz cursinho... As pessoas estão se tocando de si, agora precisam enxergar o outro, o espelho, precisam deixar de ser hipócritas, interesseiras. Enquanto continuarmos essa produção de significados, construções de imagens mentais superpostas em camadas de discurso, estamos perdidos. Enquanto isso, sigo a trilha de Heidegger, que muita gente aponta de nazista, mas que escreveu um belíssimo texto chamado “o caminho do campo”: (...) Quando os enigmas se acotovelavam e nenhuma saída se anunciava, o caminho do campo oferecia boa ajuda: silenciosamente acompanhava nossos passos pela sinuosa vereda, através da amplidão da terra agreste. O pensamento sempre de novo as voltas com os mesmos textos ou com seus próprios problemas, retorna a vereda que o caminho estira através da campina. Sob os pés, ele permanece tão próximo daquele que pensa quando do camponês que de madrugada caminha para a ceifa...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Os gaúchos tem a governadora e a polícia que merecem.

Fico estarrecido com o abuso de poder, o autoritarismo que imperam no Rio Grande do Sul. Sob o comando da governadora, os cães do Estado agem sem nenhum escrúpulo, na típica tática bate depois pergunta. O mais louco é que a sociedade aprova. Os gaúchos acham que tem que bater. Até pegarem o filhinho deles e encherem de porrada. Das poucas vezes que fui a Porto Alegre, fiquei chocado com a tática policial. E isso ninguém me contou. Eu vi. Eu vi o brigadiano dando chute de coturno nas costas de um guri e dando tiro pra cima em pleno parque da Redenção lotado, sem grandes motivos. Garanto que o covarde não sobe o morro pra pegar bandido. Mas encher as mulheres da Via campesina de balas de borracha em plena véspera do Dia Internacional da Mulher é uma homenagem simbólica, são flores da Brigada, obrigada. Nessas horas, a mulher que comanda o Governo do Estado se omite, não fala sobre o assunto, manda seus subordinados responder. Fácil, né.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mais chato que o Bob Dylan, só o Peninha e a torcida do Grêmio.

Quando um artista americano ou europeu começa a entrar em decadência ou já não é mais moda em seu país, pode ter certeza: ele pega as malas e se manda para a América do Sul, para África, Ásia. Pra encurtar um pouco os exemplos, desde o final do ano passado, o que vemos no Brasil é isso. Shows do The Police, Airon Maiden, Deep Purple e agora Bob Dylan, o chato dos chatos. Mais chato que ele só o Eduardo Bueno que não pára de falar um segundo, e a torcida que tem como presidente do clube, Paulo Odone, se é que você me entende... Bob Dylan não canta nada. É um velho resmungão. O Folk depois do Country é um dos estilos mais tediosos do planeta. Que adianta toda aquela poesia se recentemente ele autorizou uma de suas músicas para uma ultrababa dance remixada. Ele é que nem o Lobão, outro chato, que fica se fazendo de irreverente pra ganhar mídia. No fundo eles querem é fazer grana. Dos trouxas, né. Como diz Artur Xexéo, tente me surpreender... Naquele documentário feito pelo Scorcese a gente vê que as influências de Bob Dylan são bem melhores do que ele. Se na época o discurso panfletário fazia efeito, hoje caiu no vazio, pois a cultura de massa já transformou tudo em produto, inclusive ele.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Saudade dos anos 60, 70, 80, 90 ?


Uns dizem que os anos 80 estão na moda. Outros que a moda Emo já passou, que agora é o Funk do Creo, que Vanguart, Cansei de Ser Sexy é o que existe de novo na cena alternativa. Que a Ivete Sangalo e o Carnaval da Bahia são a melhor coisa do mundo. Que o Hype é São Paulo etc, etc. Biografias e mais biografias desencavando artistas. 50 anos de Bossa Nova. Muita velharia nas bancas e uma confusão de estilos e tendências. Sinceramente, eu não consigo acompanhar os anos 2000. A partir da virada do século tudo se misturou e eu ainda não consegui ver uma coisa que caracterizasse esta década. Talvez seja o mix de tudo, como na internet, na seleção do seu IPod. As poucas coisas boas que vão surgindo, vão se incorporando a outras coisas, criando uma multiplicidade, um rizoma. O contraditório de tudo isso é que está acontecendo milhões de coisas, mas ao mesmo tempo parece que não está acontecendo nada. Tudo é fugaz, sem novidade e se evapora rapidinho. Como num clique.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Como fui parar em Brasília.


Só pode ser a borrachera. Ela te leva longe. Mais do que você imagina. Na verdade ela é você, porém bem mais potencializado. Um Eu que acorda para a sua realidade. Só existe isso aqui. Se alguém me disser que existe outra coisa, eu não sei. Prefiro não acreditar. .. As coisas que eu vejo pertencem a mim. Você não tem nada a ver comigo. Se você me olhar na cara, prestar realmente atenção no que eu estou dizendo, você não irá concordar comigo. Falo em=pronomes pessoais, intransponíveis, falo desse instante! Não de você, não de mim, não de um Eu. Que porra é essa de Eu? Quem foi que inventou essa merda? Todos esses dogmas... Fico triste com quem lê errado, mas muito mais com quem não lê. Não adianta ser esportista ou só fumar maconha. Tem que parar com essas metas estipuladas. Esses conselhos de marketing, de auto-ajuda... Isso é bosta! E como diz o meu imão Marcus Vinicius: não precisa ser profeta, tá na cara que vai dar confusaouxsclepof!